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Glossário do publisher: 15 termos que todo dono de portal precisa entender

De ads.txt a DMP, passando por header bidding, RPM e Core Web Vitals. Cada termo explicado em poucas linhas, com os números da base.

Redação Lista de Publishers 4 min de leitura

Capa do artigo: Glossário do publisher: 15 termos.

Você não precisa ser técnico para tocar um portal, mas precisa entender o que o técnico, a agência ou o parceiro de anúncio está dizendo. Boa parte das decisões que mexem com receita e audiência passa por um punhado de siglas. Este glossário explica 15 delas em linguagem direta, com os números da base da Lista de Publishers, que rastreou 14.602 sites brasileiros entre setembro e outubro de 2026.

Arquivos que o seu site publica

robots.txt

Arquivo de texto na raiz do site (seusite.com.br/robots.txt) que diz aos robôs o que eles podem ou não acessar. Vale para o robô do Google e também para os de inteligência artificial. Na base, 1.254 sites bloqueiam robôs de IA nesse arquivo, muitas vezes por configuração herdada de plugin, sem decisão consciente.

sitemap

Lista das páginas do site num formato que os buscadores leem, normalmente em seusite.com.br/sitemap.xml. Ajuda o Google a encontrar matérias novas mais rápido. 63,4% dos sites rastreados têm sitemap, e 85 portais criaram o seu no último mês acompanhado.

ads.txt

Arquivo que lista as empresas autorizadas a vender o espaço publicitário do seu site. O comprador de mídia consulta esse arquivo para saber se está comprando de um vendedor legítimo, e muitos evitam comprar de quem não tem. Só 33,3% dos sites da base publicam ads.txt. A explicação completa está em ads.txt: o arquivo que protege seu inventário.

sellers.json

É o outro lado do ads.txt. Quem publica é a plataforma de anúncios, não o portal: o arquivo lista os sites e as empresas para quem ela vende inventário. Quando o ads.txt do portal e o sellers.json da plataforma batem, o comprador tem a cadeia de venda confirmada de ponta a ponta.

llms.txt

Arquivo proposto para apresentar o site a modelos de linguagem, como os que alimentam o ChatGPT e outros assistentes. Diz em poucas linhas quem é o veículo, o que cobre e onde estão as páginas mais importantes. Ainda é recente: 13,6% dos sites da base têm. Veja llms.txt: o arquivo que quase ninguém tem.

Anúncios e programática

AdSense

Programa do Google que coloca anúncios automaticamente no site e paga o publisher pelas exibições e cliques. É a porta de entrada da maioria: simples de instalar, mas com pouco controle sobre preço e anunciante. 26,6% dos sites rastreados usam AdSense.

Google Ad Manager

Servidor de anúncios do Google para quem quer gerenciar o inventário com mais controle. Permite misturar venda direta, como o anunciante local que paga o mês, com programática, definir preço mínimo e conectar várias fontes de demanda. Está em 8,5% dos sites da base.

Header bidding e Prebid

Header bidding é o leilão em que vários compradores disputam o mesmo espaço ao mesmo tempo, antes de o anúncio carregar. Mais concorrência tende a significar preço melhor. Prebid é a tecnologia de código aberto mais usada para isso. Na base, apenas 95 portais (0,7%) usam Prebid.

CPM

Custo por mil impressões: quanto o anunciante paga a cada mil vezes que o anúncio é exibido. É o preço de venda do espaço. Formatos como vídeo costumam ter CPM maior do que banner comum, porque entregam mais atenção.

RPM

Receita por mil visualizações de página: quanto o portal ganha, somando todos os anúncios, a cada mil pageviews. O CPM olha um anúncio; o RPM olha a página inteira. É a métrica que mostra se colocar mais anúncio está trazendo mais dinheiro ou só deixando o site mais pesado.

Velocidade

TTFB

Time to first byte: o tempo entre o pedido do navegador e o primeiro dado que o servidor devolve. Mede a resposta da hospedagem, antes de qualquer imagem ou anúncio carregar. A média na base é de 884 ms, e 3.433 sites passam de 1 segundo só nessa etapa.

LCP

Largest contentful paint: o tempo até o maior elemento visível da página aparecer, geralmente a foto ou o título principal da matéria. É a sensação de "a página abriu". O Google considera bom até 2,5 segundos. Na base, 1.987 sites têm LCP ruim.

Core Web Vitals

Conjunto de métricas do Google que mede a experiência do leitor: velocidade de carregamento (LCP), resposta ao toque ou ao clique (INP) e estabilidade visual, ou seja, se a página pula enquanto carrega (CLS). Entram na avaliação de qualidade da página. O guia completo está em Core Web Vitals para quem não é técnico.

Dados sobre o conteúdo e sobre o leitor

JSON-LD e dados estruturados

Dados estruturados são informações escritas no código da página para as máquinas lerem: isto é uma notícia, este é o título, este é o autor, esta é a data. JSON-LD é o formato recomendado pelo Google para isso. Metade dos sites da base (50,1%) usa JSON-LD, mas 6.479 não têm o schema específico de notícia.

First-party data e DMP

First-party data, ou dado primário, é o que o portal coleta diretamente do próprio leitor, com consentimento: editorias lidas, região, inscrição na newsletter, cadastro. DMP (data management platform) é a ferramenta que organiza esses dados em segmentos de audiência para vender anúncio direcionado. Com a restrição aos cookies de terceiros, o dado próprio passou a valer mais, desde que coletado dentro da LGPD.

Por onde começar esta semana

  1. Abra três endereços do seu site no navegador: /robots.txt, /ads.txt e /sitemap.xml. Veja o que existe e o que falta.
  2. Leia o robots.txt e confirme se algum robô de IA está bloqueado sem você saber.
  3. Peça ao seu parceiro de anúncios as linhas corretas do ads.txt e confira se todas estão publicadas.
  4. Rode o PageSpeed Insights numa matéria e anote o TTFB e o LCP.
  5. Compare CPM e RPM no painel de anúncios do último mês para ver quanto cada página realmente rende.

Todos esses itens aparecem na ficha de cada portal. Confira a do seu site em listadepublishers.com.br/publishers.

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